
Numa rua qualquer de Florianópolis.
- Quer carona, moça?
-Eu cobro pela carona.
-Ah, entendi. Bom, mesmo assim, quer?
- Vai pagar bem?
- Depende do seu trabalho.
Num motel no centro de Florianópolis.
- Você é bem bonita. - Falou Marcelo mexendo na blusa de Sabrina.
- Você me parece menos ágil do que os outros. - Falou ela passando seu dedo indicador pelo peitoral de Marcelo.
- Vai ver porque os outros ganham de mim nos gestos, já eu prefiro ganhar nas palavras. Prefiro fazer as pessoas se apaixonarem por mim, do que ter apenas uma noite.
- Você sabe que vai ser apenas hoje e deu. - Ela falava sedutoramente com uma voz meio roca.
- Se você se valorizasse mais, talvez, poderia sentir mais prazer se prostituindo. - Marcelo agora já estava em cima de Sabrina.
- Marcelo, você é incrível.
Algumas horas depois, ainda no motel.
- Deu, Sabrina, vamos, saia, pegue duzentos reais e vá para seu próximo cliente. - Marcelo falou decidido com um cigarro entre os dedos.
- Marcelo, eu...
- Você sai por ali. - Apontou para a porta.
- Mas é que...
- Ah, já sei, quer que eu te toque pela última vez?
- Não, Marcelo, mudei de idéia, eu...
- Ok, chega de joguinhos. - Ele então se levantou e apertou a bunda de Sabrina.
- Marcelo, pare! - Então deu um tapa no rosto dele. - Me respeite.
- Ah, ta bom - sorriu ironicamente -, há pouco tempo me dissera que só servia por uma noite, e agora exige respeito?
- Com você foi diferente. - Sabrina estava olhando para Marcelo desconsoladamente.
- Não importa, Sabrina, você, pra mim, foi apenas mais uma. Agora pode sair.
Sabrina esperava Marcelo no corredor do motel, sentada no chão com uma trouxa de roupas e com a mini-saia que usava fazia três dias.
- Que porta horrível de se abrir. - Marcelo saía rapidamente.
- Marcelo, eu te esperei.
- A noite acabou, já é dia e não estou afim de ajudar necessitados.
- Eu achei que... - E ela ficou sozinha em frente o quarto que tivera sua transa mais apaixonante e inesquecível.